Há alguns dias, eu postei no meu perfil do Facebook, sobre a Lei do Retorno não existir, mas talvez não tenha sido muito bem compreendido.

Então vamos lá.

A gente costuma acreditar que se fazer o bem ele retornará a nós, independente se ele virá na mesma proporção ou não.
E por acreditar nisso, uma grande parcela, ao invés de fazer o bem (que é algo subjetivo) por razões genuínas, como altruísmo e solidariedade, acaba por praticar o bem unicamente por acreditar que ele retornará.

Então a primeira questão seria: fazer o bem sem esperar nada em troca.
Talvez seja a maneira mais saudável pois evitamos de criar expectativas e aborrecimentos.

Outro ponto irrefutável, é o fato de você ser uma pessoa boa, ter um ong, uma fundação, sempre ajudar e etc, e esperar que sua vida seja boa por conta disso. Vemos a vida de mártires e pessoas dedicadas ao bem do próximo, sendo extremamente desigual perante seus atos. Ou seja, não basta fazer o bem e esperar coisas materiais, por exemplo. Talvez oportunidades, talvez o carinho das pessoas… Mas nada virá de mão beijada por causa disso.

Em contrapartida, existe a Lei da Semeadura, como mencionou meu amigo, Matheus Valencio. Nessa eu acredito, não somente por ter um cunho religioso, cristão ou ainda filosófico de acordo com outras vertentes, mas por ser simplesmente algo real e não infundado.

Se você planta e cuida, com todo carinho e atenção para que as coisas deem certo, você pode até correr o risco de algo dar errado, mas basta plantar novamente e cuidar com mais vigor.

Ou seja: ações persistentes e direcionados para algum resultado.

Não é apenas praticar o bem esperando que vida – que também tem outro conceito subjetivo – te retorne algo; mas sim, agir de maneira não somente benevolente, mas também planejada e com um objetivo em mente.

A vida, como falei, tem seu ponto subjetivo.
Acreditamos que ela seja algo, ou ainda que ela aconteça perante nossos olhos, sendo que na verdade, a vida – seu tempo aqui na terra – é definida se boa ou ruim, de acordo com seus atos, seus valores, crenças, comportamentos e hábitos.

Mas mesmo assim ela é injusta, mas não do ponto de vista pejorativo. Digo injusta no sentido de que não se pode esperar nada dela, sendo que ela é resultado dos seus atos + o ambiente externo, coisa essa pouco influenciável de acordo com o seus “status” no mundo.

Nada vai acontecer de bom por você ser uma pessoa boa. Ainda mais por praticar o bem esperando que o mesmo aconteça contigo.

Alcançar os objetivos que temos, se trata muito mais do que apenas ser alguém do bem, mas ser alguém com uma visão muito mais ampla, com atos direcionados e claros. Também requer muito de persistência durante a jornada, pois vários fracassos acontecerão e é neles que aprendemos a corrigir a rota e nossas atitudes.

Se for pra fazer o bem, como já escrevi aqui, que seja pelo simples fato de isso ser bom.

Se for para conquistar algo específico, que seja também através do bem, mas sem aguardar que a vida ou as pessoas te retornem algo. É o mesmo que orar por um emprego e ficar sentado em casa sem ter enviado um currículo, por exemplo.


Matheus Peracine
Matheus Peracine

Coach e Mentor. Ajudo as pessoas a serem mais focadas e produtivas, transformando suas mentes, hábitos e atitudes para melhor.

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